Quem diria que um dia me via ao espelho, e nas fotos, e tinha 45 anos. E que 1981 e os anos seguintes já eram uma altura antiga, agora de memórias difusas. Mas aqui estamos. E não se está nada mal. Com a minha idade, os meus avó já eram avós, graças ao meu nascimento não previsto. Mas a vida tem uma forma de escrever direito por linhas tortas e aqui estamos em 2026. O mundo pode estar um lugar um bocado estranho (para quem cresceu nos anos 80 e 90), pandemias, loucos a governar e mais umas guerras depois, mas como diria o Sérgio Godinho, citando os/as velhos, “cá se vai andando com a cabeça entre as orelhas”. E não se vai nada mal, nem sempre por linhas direitas, mas sempre a tentar seguir por sentidos e direções boas. Honrando, dentro do possível, o que o puto dos anos 80 e 90 foi e ainda vai sendo (também inspirado por um miúdo nascido em 2016 que tem a mesma curiosidade e vontade de viver e descobri que eu tinha). Um bom 9 de abril.
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